Câmara assina ofício aos bancos pedindo isenção de 90 dias nos consignados sem cobrança de juros

por Ramon Barbosa Franco publicado 24/06/2020 16h21, última modificação 24/06/2020 16h21
Reivindicação ocorre após audiência promovida no plenário do Poder Legislativo com as presenças dos gerentes de instituições bancárias

O presidente da Câmara Municipal de Marília, vereador Marcos Rezende (PSD), está encaminhando aos bancos e cooperativas de créditos que possuem contratos de empréstimos consignados com servidores municipais de Marília ofício onde pede para que pelo prazo de 90 dias as parcelas deixem de ser descontadas na folha de pagamento e que as cobranças recomecem ao final deste período sem que haja incidência de juros. A solicitação acontece após a audiência pública promovida pela Casa de Leis com as instituições bancárias de Marília e que visou proporcionar condições favoráveis aos trabalhadores municipais que possuem referidos empréstimos, mas que necessitam de um fôlego financeiro em função das circunstâncias adversas geradas pelo enfrentamento da covid-19 na cidade.

“Estamos sugerindo a seguinte medida para melhor atender aos servidores públicos municipais diante deste impasse quanto à cobrança de empréstimos consignados: prorrogar pelo prazo de 90 dias as parcelas sem efetuar a cobrança de juros extras por conta do adiamento no pagamento dessas três parcelas, que serão logo após os 90 dias permitindo que o devedor não fique inadimplente. As propostas apresentadas durante a audiência, lamentavelmente, irão gerar custos aos servidores e nossa proposta é anistia solidária para que todos possamos saldar os compromissos e preservar o relacionamento entre bancos e Município”, opinou o presidente Marcos Rezende. O vereador explicou que a proposta da Câmara de Marília é diferente do projeto federal que tramita no Senado e Câmara (Projeto n.º 1328/2020), justamente por se tratar de uma prorrogação e não suspensão. “A nossa proposta não gera perdas e nem dados às instituições bancárias, ao mesmo tempo em que atende a necessidade do ente municipal. Esta operação é rentável aos bancos, pois quase inexiste a inadimplência entre o funcionalismo municipal”, disse.