CPI da Carne percorre escolas da rede municipal

por Ramon Barbosa Franco publicado 11/04/2018 18h40, última modificação 12/04/2018 10h15
Presidente e relator da comissão parlamentar que investiga a perda de 7 toneladas de carne em janeiro verificaram a armazenagem dos alimentos
CPI da Carne percorre escolas da rede municipal

Nas duas unidades de ensino, as diretoras levaram os parlamentares municipais até as respectivas cozinhas e aos locais de armazenamento dos alimentos e carne

Os vereadores Luiz Eduardo Nardi (PR) e Maurício Roberto (PP), presidente e relator da CPI da Carne, respectivamente, percorreram na manhã desta quarta-feira, dia 11 de abril, duas escolas da rede municipal de ensino. As visitas ocorreram na Emei Criança Feliz, no bairro Santa Antonieta (zona Norte) e uma das maiores unidades administradas pelo Município, e na Emei Bem-me-quer, que fica no Jardim Aeroporto, zona Leste. Ambas possuem alunos nos regimes parcial e integral, realizando juntas mais de 1.200 atendimentos diários. A CPI da Carne apura o que teria acontecido em janeiro último na Divisão de Alimentos da Prefeitura de Marília para provocar a perda de 7 toneladas de carne bovina.

Esta foi a segunda visita técnica organizada pela comissão. Semanas atrás, Nardi, Maurício Roberto e o vereador Danilo da Saúde (PSB) – terceiro membro da CPI – estiveram na sede da Divisão de Alimentos, que fica sob as escadarias do estádio Bento de Abreu Sampaio Vidal, o Abreuzão. Naquela oportunidade, os parlamentares municipais recebidos pelo secretário municipal da Educação, professor Helter Bochi, e demais servidores municipais lotados no órgão, puderam conhecer as instalações e a câmara de refrigeração, que abrigou os alimentos considerados impróprios para consumo após inspeção da Vigilância Sanitária de Marília.

Com relação às duas visitas promovidas na manhã desta quarta-feira, dia 11, o presidente da CPI da Carne, Luiz Eduardo Nardi, observou que ambas foram extremamente positivas. “Foram extremamente importantes para buscarmos os caminhos para dar seguimento ao que nós estamos tomando conhecimento. É nas escolas que temos compreensão do destino final da carne”, contextualizou o presidente da CPI. Nas duas unidades de ensino, as diretoras levaram os parlamentares municipais até as respectivas cozinhas e aos locais de armazenamento dos alimentos e carne. “Ainda não temos a informação de qual tipo de carne foi moída na cozinha piloto, aquela carne que não foi utilizada e acabou recondicionada, dando origem, enfim, às perdas ocorridas no mês de janeiro”, pontuou o vereador Nardi.

O relator Maurício Roberto também fez uma análise positiva das visitas desta quarta-feira e afirmou que a entrega da carne de ponto a ponto surtiu melhor resultado na rede. Antes, quando da perda da carne, o produto era estocado na Divisão de Alimentos. “Detectamos nestas duas visitas que, a questão agora, é fazer uma adequação na quantidade de entrega de carne semanalmente ou a cada 15 dias. Contudo, isso é uma questão que as direções e a Secretaria Municipal da Educação poderão resolver tranquilamente, de maneira que não falte e também não sobre tanto alimento assim”, observou o vereador. A CPI da Carne, segundo informou o presidente, começará agora a ouvir os servidores através de oitivas que serão agendadas nos próximos dias. “A CPI também tem um papel no sentido de indicar novos caminhos”, salientou Nardi. A comissão tem 120 dias para concluir o relatório, podendo ser prorrogado por mais 90 dias.

Confira matéria sobre o tema produzida pela TV Câmara de Marília: