Vereador Delegado Wilson Damasceno pede informações sobre implantação da ‘Casa Terapêutica’
Vereador Wilson Damasceno apresenta requerimento que solicita informações sobre o Casa Terapêutica; votação na próxima sessão (Foto: Will Rocha)
Requerimento do vereador Delegado Wilson Damasceno (PL) solicita ao prefeito Vinicius Camarinha (PSDB) informações sobre a intenção do município em implantar o “Casa Terapêutica”. A iniciativa integra o programa “Recomeço”, da Coordenadoria de Políticas sobre Drogas, ligado à Secretaria Estadual do Desenvolvimento Social. Ele pede, ainda, que caso a resposta seja positiva, que o município encaminhe ofício ao governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) visando a formalização de convênio para a implantação do serviço.
Damasceno destaca que a dependência química tem sido um agravante social em todo o país e que Marília carece de apoio do Estado para o financiamento de equipamentos públicos, como a Casa Terapêutica, que permitam o desenvolvimento de políticas voltadas ao enfrentamento deste cenário. “Este equipamento público já se mostra resolutivo em outras cidades. É fundamental proporcionar o financiamento para a sua execução, para a promoção humana frente à dependência química”.
De acordo com dados do Centro Pop, serviço da Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania, 98% da população em situação de rua em Marília são dependentes do álcool ou outras drogas. O vereador lembra no requerimento que a cidade conta atualmente com alguns serviços para o atendimento desta população, como o Centro POP, Casa Cidadã, Fumares (Fundação Mariliense de Recuperação Social), equipe de abordagem social e que aderiu ao programa “Recomeço”, onde está cadastrado para acesso às vagas.
“Considerando o reflexo social e o impacto gerado pelo consumo de drogas, mais políticas públicas voltadas para este tema se fazem necessárias, possibilitando assim superarmos juntos, Estado e município, essa situação crescente nas comunidades, resgatando os usuários dependentes para suas famílias. A implantação destes equipamentos, que constam ser estruturados em três casas e que a cada passagem promovem a pessoa à residência seguinte até eventual reinserção social, se mostra diferente da atual realidade. Hoje, temos um sistema que permanece praticamente inerte, aguardando que a pessoa seja incluída em situação de rua pós-rompimento familiar e que nesta condição sobreviva até comprometer sua saúde mental, morrer ou ser levada ao cárcere devido à prática de crime”, aponta o vereador, acrescentando que confia no trabalho da secretária Hélide Maria Parrera (Assistência Social e Cidadania), do prefeito Vinicius Camarinha e do vice-prefeito, Rogério Alexandre da Graça, o Rogerinho (PP).
O requerimento deve ser votado na próxima sessão ordinária do Legislativo mariliense, que ocorre em 19 de fevereiro.
